Cirurgias de mama e abdominal são os procedimentos mais realizados nas férias

Período é o mais favorável para quem precisa conciliar trabalho, estudo e descanso com a realização de uma intervenção cirúrgica.

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a procura por procedimentos estéticos no período de férias tende a aumentar até 50%. De acordo com o cirurgião plástico Devis Barbosa, o aumento da realização de cirurgias em períodos de recesso acontece devido à necessidade de conciliar trabalho, estudo e descanso.

“O primeiro motivo são as férias escolares. A maioria das pessoas que procura são mães ou pais que têm filhos em idade escolar e, por conta da rotina, não têm como se afastar das atividades diárias para uma recuperação no dia a dia. Também acontece com as pessoas que estudam e, pelo mesmo motivo, não têm como se ausentar das atividades escolares, então aproveitam o período de férias para fazer o procedimento cirúrgico”, comenta.

Devis Barbosa cita que, atualmente, a cirurgia mais procurada pelas mulheres é a de colocação de prótese de mama, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, competindo diretamente com a lipoaspiração. Já entre os homens, a procura por cirurgia plástica no abdômen tem crescido consideravelmente. “Depois da realização da cirurgia bariátrica, que é para diminuir o peso das pessoas, os pacientes ficam com esse excesso de pele, principalmente na região abdominal, tendo levado os homens a procurarem [o procedimento estético], assim como na mama. Os com mais idade procuram cirurgia nas pálpebras”, fala.

A cirurgia mais procurada pelas mulheres é a de colocação de prótese de mama. Foto: Reprodução/Schuters

Cuidados antes e após a cirurgia

Os exames solicitados para realização de um procedimento estético dependem do tipo de cirurgia que será feita, do grau de saúde e da idade do paciente. Mas, em geral, são realizados exames de sangue, urina, avaliações do coração, pulmão, psicológica e, para complementar, todos os pacientes devem ser examinados previamente pelo anestesista.

Os cuidados precisam ser adotados antes e após a cirurgia. O cirurgião plástico destaca que, felizmente, as chances de morte por conta de cirurgia plástica são bastante pequenas, variando de acordo com os trabalhos, sendo esperadas uma morte a cada 200 cirurgias realizadas com segurança. O procedimento deve ser feito em um hospital de grande porte e que tenha suporte para caso ocorra uma emergência e por uma equipe de cirurgia e anestesia treinada.

No pós-operatório, o paciente deve tomar antibiótico, usar meias de compressão e, em alguns casos, medicação anticoagulante para prevenir a trombose, que é a coagulação do sangue nos vasos, podendo provocar a embolia.

“A maior parte dos riscos presentes na cirurgia plástica está no resultado do procedimento. No caso de uma cirurgia no abdômen, o paciente precisa andar com a coluna um pouco para frente nos primeiros 15 dias. Os pacientes fumantes devem informar ao médico, pois isso aumenta os riscos de complicações, inclusive de morte. Eles têm uma contraindicação relativa, ou seja, são aplicadas algumas técnicas e merecem cuidados diferenciados, necessitam de medicamentos específicos, assim como a cicatrização, que demora mais para fechar”, explica o cirurgião plástico.

O especialista enfatiza que é muito comum o paciente chegar ao consultório apontando a cirurgia que desejar fazer, mas, às vezes, a indicação seria outro tipo de procedimento. “O resultado chega a ser pequeno e não consideramos adequado o procedimento. Há uma conversa e orientação. O papel do cirurgião plástico não é operar, mas sim orientar o que deve ou não deve ser feito, para que a pessoa possa tomar uma boa decisão e obter o resultado desejado”, finaliza Devis Barbosa.

Estética em crianças e adolescentes é aconselhável?

Com relação à realização ou não de algum procedimento estético, o especialista comenta que existem motivos éticos, médicos e legais para determinar se uma pessoa pode ou não fazer cirurgia. Crianças não devem ser submetidas a cirurgias estéticas, mesmo de forma legal, pois há riscos envolvidos; o psicológico da criança ainda não está devidamente desenvolvido, assim como fisicamente, vez que ela pode não apresentar condições de ser submetida a um procedimento cirúrgico e que irá alterar seu corpo para toda a vida.

“A cirurgia da orelha de abano, que é quem tem a orelha um pouco mais aberta, pode ser feita na idade escolar, a partir dos 8 anos, mas a recomendação é que se espere a criança pedir. O pós-operatório envolve um grau de sofrimento e exige repouso e é necessária a colaboração do paciente. Por isso, a criança precisa entender e colaborar com esse processo de recuperação”, lembra Devis Barbosa.

Eventualmente, cirurgia de mama muito grande em adolescentes, tanto meninas como meninos, deve ser feita a partir dos 15 anos, ou seja, antes mesmo de atingir a vida adulta, uma vez que causa problemas, tanto social como no relacionamento com outras crianças como até problema de coluna. A partir dos 18 anos, a pessoa pode ser submetida a qualquer tipo de cirurgia, sendo os problemas de saúde a principal limitação para que o procedimento seja realizado ou não, e não há uma idade limite.

 

Por: Isabela Lopes

FONTE: Portal o Dia

Plano de Saúde é obrigado a cobrir cirurgia bariátrica: saiba aqui o passo a passo para conseguir.

Na coluna de hoje ensinarei o passo a passo para que o consumidor consiga exercer seu direito para ter a cirurgia bariátrica coberta junto ao seu Plano de Saúde, bem como a cirurgia plástica reparadora para retirada do excesso de pele ocasionada pelo emagrecimento.

lgumas pessoas não sabem, mas a obesidade é uma doença, inscrita inclusive na lista de doenças internacionalmente conhecidas, a CID-10 (https://www.cid10.com.br/buscadescr?query=obesidade).

Um dos tratamentos para a obesidade é feito por procedimento cirúrgico, a tão conhecida cirurgia bariátrica ou cirurgia redutora de estômago.

Partindo deste princípio, o consumidor muitas vezes, desconhecendo a obesidade ser uma doença, requer junto ao seu Plano de Saúde que o procedimento cirúrgico seja aprovado, porém recebe como resposta uma negativa de cobertura.

A negativa, na sua maioria das vezes, menciona que o tratamento cirúrgico é apenas um procedimento estético e não se enquadra dentro da cobertura.

Contudo, o Convênio Médico é obrigado a cobrir a cirurgia bariátrica como forma de tratamento da obesidade, pois além de ser uma forma de combater a doença, várias doenças futuras serão evitadas, como diabetes, hipertensão, problemas ósseos devidos a sobre preso, dentre outras inclusive a depressão.

A Justiça tem o entendimento de que não compete ao Plano de Saúde escolher qual melhor tratamento para o paciente, a autoridade no assunto é somente o médico. Cabe ao Convênio somente realizar a cobertura do procedimento.

Para conseguir que o procedimento cirúrgico seja aprovando junto ao seu Plano de Saúde, o paciente deve seguir as seguintes dicas;

1. O paciente deve passar por toda a fase de acompanhamento médico.

2. Estar devidamente munido com laudos atestando a condição de sobre peso assinado pelo Médico Especialista que acompanha o caso.

3. Laudo assinado por psicólogo atestando que o paciente possui condições mentais de passar pelo procedimento.

4. O Plano de Saúde não pode exigir que o paciente tente outras formas de emagrecimento antes de ter o procedimento da cirurgia bariátrica aprovado, pois as condições clínicas de cada paciente são diferentes. Apenas o Médico Especialista que acompanha o paciente decidirá qual melhor caminho.

Munido de todos os documentos acima, o paciente deve se dirigir até o plano e fazer o requerimento da cirurgia.

Com sorte e tendo o procedimento cirúrgico aprovado sem precisar se socorrer do Poder Judiciário os problemas podem não acabar, pois o consumidor enfrentará outro obstáculo após realizar a cirurgia bariátrica, que é o procedimento para retirada do excesso de pele ocasionado pela rápida perda de peso.

Não é nenhuma surpresa se o Plano de Saúde negar a cobertura com a justificativa de ser o procedimento de natureza apenas estética. Mas mesmo sendo de natureza estética, esta cirurgia não é para somente embelezamento do paciente, mas sim uma questão de saúde e de bem estar.

Todavia a Justiça, protegendo e cuidando do consumidor, entende que tal procedimento de retirada de excesso de pele não se encaixa na natureza apenas estética, sendo devida a sua imediata cobertura pelo Plano de Saúde.

Infelizmente foram tantas vezes que casos assim de desrespeito ao consumidor chegaram à Justiça, que o Tribunal do Estado de São Paulo emitiu um entendimento exatamente sobre este assunto;

“Súmula 97: Não pode ser considerada simplesmente estética a cirurgia plástica complementar de tratamento de obesidade mórbida, havendo indicação médica.”

O consumidor que tenha seu procedimento cirúrgico negado pelo Plano de Saúde deve procurar socorro da Justiça, munido dos documentos necessários, para exercer seu direito de ter o melhor tratamento disponível para seu caso devidamente coberto pelo Plano de Saúde.

A Justiça entende ainda que a negativa de cobertura, de qualquer uma das duas cirurgias, já é o bastante para fazer com que o consumidor seja indenizado por danos morais pelo Plano de Saúde.

 Lucca Gabriel Cardoso Reis 

FONTE: Agora Vale

 

PREÇO ABUSIVO: Justiça determina Unimed-JP a diminuir valor de plano de saúde

Uma  decisão da Justiça, obrigou a Unimed João Pessoa a reduzir o valor cobrado por plano de saúde de uma usuária. A justiça considerou o aumento abusivo.

A usuária pagava R$ 1.082,36 e, ao completar 60 anos, o valor do plano aumentou para R$ 1.760,68, valor superior aos 50% de reajuste. A tabela exposta no contrato, no entanto, determinava um acréscimo de apenas 43%. As informaçõe foram publicadas no blog Diegolima. 

De acordo com as informações, a 9ª Vara Cível de João Pessoa determinou que aumento respeite o contrato, sob pena de R$ 1.000 por dia de descumprimento, podendo chegar a R$ 20 mil.

Além disso, a unidade hospitalar foi obrigada ao pagamento dos honorários advocatícios, no valor de R$ 8 mil.

Veja decisão:

Poder Judiciário da Paraíba 9ª Vara Cível da Capital PROCEDIMENTO COMUM (7) 0853956-85.2018.8.15.2001 DECISÃO Vistos, etc. Cuida-se de Ação Ordinária com pedido de tutela provisória, nos termos que constam na inicial. Em síntese, alega a parte autora firmou contrato com a parte promovida e que pagava a quantia de R$ 1.082,36, até o mês de julho de 2017. Entretanto, já no mês de agosto daquele ano, período em que de sessenta anos, a mensalidade do plano subiu para 1.760,68, com majoração superior 50%. Com isso, ao buscar a promovida, no intuito de obter informação acerca do aumento, fora-lhe informado que este se deu em decorrência da alteração de faixa etária, conforme previsto na cláusula X do contrato. Por tal razão e após tecer argumentos jurídicos, acerca da pretensa abusividade da cláusula, pugnou pela concessão de tutela de urgência, para que o valor da mensalidade retorne ao patamar de R$ 1.082,36. Juntou documentos. Vieram-me os autos conclusos. Passo a decidir. Analisando os autos, em sede de cognição sumária, vislumbro que assiste razão, em parte, à autora. É que já restou considerado pela jurisprudência nacional que são válidas as cláusulas que majoram as mensalidades dos planos de saúde, com o avançar da idade dos consumidores, nos termos do REsp. 1.568.244/RJ, que foi seguido pelo E. TJPB, em julgamento de cláusula em que fora majorada em 45% a mensalidade do plano de saúde, a saber: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. PLANO DE SAÚDE. REVISÃO DE CONTRATO. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. STJ. RESP 1.568.244/RJ. TEMA 952. DESPROVIMENTO DO RECURSO. - O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária do beneficiário é válido desde que (i) haja previsão contratual, (ii) sejam observadas as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores e (iii) não sejam aplicados percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e sem base atuarial idônea, onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso. (0802343-15.2018.8.15.0000, Rel. Des. Marcos Cavalcanti de Albuquerque, AGRAVO DE INSTRUMENTO, 3ª Câmara Cível, juntado em 30/08/2018) Tribunal de Justiça da Paraíba: https://pje.tjpb.jus.br/pje/Painel/painel_usuario/documentoHTML.sea... 1 de 2 16/01/2019 17:49 Desta feita, em que pese o arresto acima, reputo que o aumento ocorrido na mensalidade do plano ultrapassou o previsto no contrato, que seria de 43,26%, conforme a cláusula 10.2 do instrumento contratual (ID 16755687, fl. 14), haja vista que a prestação foi elevada em R$ 678,32, o que corresponde a 62,67% de aumento, conforme constam os valores nos boletos juntados ao processo. Neste sentido, vislumbro que restou preenchido o requisito da probabilidade do direito, já que, neste momento processual, é possível constatar que a majoração ultrapassou o previsto contratualmente. No mesmo caminho, destaco a existência de perigo de dano, pois, com o aumento a priori indevido, há verdadeira diminuição no poder aquisitivo da consumidora. Por tal razão, DEFIRO, em parte, O PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA, no sentido de determinar a redução das mensalidades ao patamar contratado,ou seja, para que a mensalidade seja fixada levando em consideração o valor cobrado no mês de julho de 2017, com o acréscimo de 43,26%, previsto no contrato, além das demais majorações autorizados pela ANS, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por cada ato de descumprimento, com limite máximo em R$ 20.000,00. Designe-se a audiência de conciliação, nos termos do art. 334 do CPC. Após, cite-se e intime-se a parte promovida para comparecer a audiência de conciliação, a ser designada, nos termos do art. 334 do CPC. Após a designação, intime-se o advogado da parte autora do teor desta decisão e para comparecer a audiência de conciliação. Defiro ainda o pedido de gratuidade judiciária. Cumpra-se. JOÃO PESSOA, 10 de dezembro de 2018. Juiz(a) de Direito.

Fonte: PBAGORA

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