Técnicas visam otimizar chances de sucesso da fertilização in vitro

Especialista Lauriane Schmidt explica quais são os procedimentos mais avançados da reprodução assistida.

 

É cada vez mais comum as pessoas adiarem a gravidez. De acordo com pesquisa mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até 2005 mulheres que se tornavam mães entre 30 e 34 anos era de 13%. Hoje, chega a 20%. Cresce também mães acima dos 35 e dos 40 anos, quando a fertilidade feminina é bem menor. 

Segundo a ginecologista londrinense e doutora na área de reprodução humana pela USP (Universidade de São Paulo), Lauriane Schmidt, após 35 anos há maiores chances de alterações cromossômicas no embrião. "A idade pode refletir nas chances de sucesso de uma fertilização in vitro (FIV) pois interfere na implantação do embrião no útero, aumenta o risco de síndromes, como Down, e aborto". 

Mulheres acima dos 35 são as que mais se beneficiam com os avanços da reprodução assistida. Graças a uma parceria entre Schmidt e o Grupo Huntington, que é referência em medicina reprodutiva na América Latina, Londrina conta atualmente com o que há de mais avançado em tratamentos de FIV. 

Conheça métodos indicados pela ginecologista, em situações selecionadas, que podem ser usados isoladamente ou de forma complementar. 

Congelamento de óvulos 

Este é o principal recurso para preservar a fertilidade feminina, por motivos sociais ou médicos, como iminência de tratamento para câncer ou lesões nos ovários, por exemplo, a endometriose. "O ideal é que o congelamento seja feito até os 38 anos, quando as taxas de gravidez são melhores", ressalta Lauriane. A melhor técnica de congelamento de óvulos é a vitrificação, que tem taxas de sobrevivência ao descongelamento superiores a 90%. 

Biópsia embrionária 

A técnica pré-implantacional possibilita a seleção do embrião mais apto a ter sucesso no tratamento. "É feita uma análise dos embriões para selecionar os saudáveis cromossomicamente", explica. Vantagem para mulheres acima dos 38 anos, quando embriões formados que apresentam alterações que podem inviabilizar uma gestação ou levar ao aborto. A chance de um embrião saudável cromossomicamente de se implantar no útero é de cerca 60%. 

Time-Lapse (Embryoscope®) 

É uma incubadora de última geração que permite acompanhar o desenvolvimento embrionário sem manipulação externa. "Este equipamento oferece um ambiente mais seguro e controlado aos embriões e gera imagens a cada 15 minutos, permitindo que os embriologistas analisem com precisão os padrões de crescimento", informa Schmidt. 

FONTE: Folha de Londrina

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