Paracetamol durante gravidez pode aumentar risco de autismo no bebê

O consumo do medicamento durante a gestação pode alterar o equilíbrio hormonal no útero, indicam pesquisas.

(bernie_photo/Getty Images)

Você sabia que o paracetamol pode não ser indicado para as dores de cabeça durante a gestação?

Segundo estudo publicado pela revista “Hormones and Behavior”, o remédio pode trazer alguns riscos para a saúde do bebê, entre eles transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), redução do quociente de inteligência e até chances de a criança desenvolver autismo.

De acordo com as pesquisas analisadas, tais riscos são consequência da ligação entre o medicamento, conhecido pelo nome de acetaminofeno (APAP), e a alteração que ele pode ocasionar entre o equilíbrio hormonal no útero.

Além disso, dependendo da quantidade de paracetamol ingerida e do sexo do bebê, pode haver outro agravante à criança: atraso na fala. Mulheres que tomaram mais de seis vezes o remédio durante a gestação podem estar mais propensas a terem filhas com vocabulário limitado. Ainda não foi possível determinar o motivo pelo qual o risco difere entre meninos e meninas.

“A exposição à APAP é tão comum que mesmo as implicações de saúde pública de nível modesto para o desenvolvimento neurológico são substanciais”, afirmou Ann Z. Bauer, um dos líderes da pesquisa, ao ‘Daily Mail’. Além dele, outros cientistas americanos foram responsáveis por analisar nove estudos, investigando um total de 150 000 mães e bebês.

FONTE: Claudia.Abril

Teste identifica sinais de autismo e auxilia no tratamento precoce

( Foto: Levy Ferreira/SMCS)

São apenas 23 perguntas. Mas podem ser um apoio para ajudar na identificação de sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa é a proposta do M-chat, teste que a Secretaria Municipal da Saúde começou a levar à casa dos bebês curitibinhas em setembro. O projeto-piloto inclui a expansão da linha de cuidado de atendimento às crianças que precisarem de acompanhamento especializado nessa área.

O M-chat (Modified Checklist for Autism in Toddlers, na sigla em inglês, ou Lista de Verificação Modificada para o Autismo em Crianças) tem perguntas sobre o desenvolvimento e o comportamento dos pequenos. Os primeiros que receberam os questionários foram os pais de bebês entre 18 e 24 meses das Unidades de Saúde Osvaldo Cruz e Barigui, na (CIC). Foram entregues 130 questionários nessa fase piloto do projeto.

A família de Gabriel, de 1 ano e 11 meses, recebeu o teste em casa. A mãe dele, a nutricionista Thays Fornari de Souza Vieira, observou como o garoto age e interage em diversas situações para responder às perguntas. “É importante receber esse apoio técnico. Muitas vezes, as mães ficam em dúvida se as crianças estão se desenvolvendo da forma esperada”, opina a nutricionista, que também é mãe de Sérgio, de 4 anos.

O conjunto das respostas podem dar indícios de que o bebê apresenta riscos para o TEA e, desta forma, permitir que a rede de saúde o encaminhe para o diagnóstico e o acompanhamento especializado. Quanto mais cedo o diagnóstico e a oferta de serviços terapêuticos, maior é a melhora das habilidades sociais de uma criança com autismo, explica Joari Stahlschmidt, apoio técnico do Departamento de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde.

Os resultados dos testes serão tabulados. "A partir disso, vamos testar as etapas seguintes do acompanhamento e atendimento para aquelas crianças que tenham algum indício de alteração no seu desenvolvimento” destaca Stahlschmidt.

A intenção do projeto é que até final do ano 2020 M-chat seja ofertado nas 111 Unidades de Saúde de Curitiba para crianças entre 18 e 24 meses, assim como continua sendo implantada a linha de cuidado para o atendimento dos casos que apontem necessidade de maior investigação para o TEA.

 

A autônoma Jeniffer Maciel, mãe do Nycolas, de 1 ano e 8 meses, conta que nunca tinha ouvido falar do questionário. “Foi fácil responder. Um jeito simples de assegurar a saúde do meu filho”, avalia.

FONTE: Massa News

 

ANS quer incluir inflação no cálculo de reajuste dos planos de saúde

Nova metodologia deve valer para a correção das mensalidades do próximo ano

Especialistas acreditam que nova fórmula pode ajudar a reduzir reajuste | Foto: arquivo Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez ontem (13), no Rio de Janeiro, a primeira audiência pública com representantes de consumidores e do mercado para discutir a nova fórmula de reajustes de planos de saúde, que será adotada em 2019 nas mensalidades de planos individuais e familiares. A fórmula atual tem sido questionada na Justiça por alguns consumidores.

No novo modelo, o reajuste deixaria de ser baseado exclusivamente na variação de despesas assistenciais (VDA), e incluiria no cálculo também o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do País. A nova fórmula seria composta com peso de 80% para o VDA e 20% para o IPCA. O VDA reflete diretamente os gastos com atendimento a beneficiários pelos planos de saúde, enquanto o IPCA incide nas despesas não assistenciais das operadoras, como as administrativas, por exemplo.

Rodrigo Aguiar, diretor de desenvolvimento setorial da ANS, admitiu na abertura do encontro que faltava mais transparência na forma de aplicação dos reajustes dos planos de saúde. “Estamos virando uma grande página na história da regulação de saúde suplementar. Numa área tão sensível como essa, na minha avaliação, é uma certa falha regulatória da ANS não ter um normativo que deixasse claro qual é o modelo de reajuste que seria aplicado”, afirmou Aguiar. Segundo a ANS, a intenção é, com a nova metodologia, adotar uma nova fórmula de reajuste que reflita mais diretamente a variação dos custos das despesas das operadoras nos planos individuais. Os dados utilizados para o novo cálculo serão públicos e auditados, informou a ANS.

SAÚDE

Para o advogado especialista em Planos de Saúde, Elano Figueiredo, a nova metodologia é positiva. “A ANS está propondo um modelo mais transparente e aberto. Além disso, a inclusão do índice oficial de inflação dará ao cálculo um componente mais justo porque se refere diretamente a realidade da população, podendo inclusive o IPCA colaborar para puxar o percentual de reajuste para baixo”, afirma Elano Figueiredo. O advogado diz que, a ANS continuará divulgando o reajuste anualmente, como faz hoje, mas, segundo ele, como os dados serão abertos, será possível o próprio consumidor fazer as contas para estimar o novo valor de suas prestações.

Haveria ainda, segundo a ANS, outros benefícios, como a redução do tempo entre o período de cálculo e o período de aplicação do reajuste, além da transferência de parte dos ganhos de eficiência das operadoras de planos de saúde para os beneficiários por meio de reduções no índice, (veja o quadro explicativo). Este ano, a agência fixou em até 13,55% o índice de reajuste aplicado aos planos de saúde individuais e familiares no período entre maio de 2017 e abril de 2018.

A ANS está disponibilizando em seu site (www.ans.gov.br), até o próximo domingo (18), um formulário online para receber contribuições dos usuários de planos de saúde para a proposta de novo cálculo dos planos. Podem enviar sugestões representantes do setor, de órgãos de defesa do consumidor e da sociedade civil.

FONTE: Jornal do Commercio de Comunicação

 

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