O que não te contaram sobre o Novembro Azul

Drª. Manoela de Souza fala da importância dos alimentos na prevenção do câncer de próstata.

Novembro é um mês inteiro dedicado à saúde do homem, e o câncer de próstata é o tema mais forte desta campanha. No Brasil, a doença é o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e o segundo que mais mata a população masculina.

A consulta médica com toque retal e o exame de sangue, PSA, quando indicados, tem o objetivo de identificar a doença já instalada de forma precoce, pois nas fases iniciais o tratamento com cirurgia aumenta as chances de cura. Essa detecção inicial é muito importante.

Uma informação pouco divulgada, mas também de extrema importância, é sobre como podemos reduzir o risco de aparecimento do câncer, evitando assim a necessidade de cirurgia e suas possíveis complicações. A ciência comprova que cerca de 35% de todos os casos poderiam ter sido evitados através de alimentação saudável. Portanto, um dos pilares mais importantes para prevenção do aparecimento desta doença é a alimentação.

Hábitos de vida saudáveis como praticar atividade física, não fumar e evitar o consumo de álcool são outros pilares para a prevenção. Isso mesmo, a alimentação e os hábitos saudáveis têm o poder de “ligar e desligar” ao longo dos anos nossos genes para o câncer (e para muitas outras doenças também).

Mas que alimentos ajudam? A lista inclui os ricos em antioxidantes (como a vitamina C, vitamina A e os carotenoides, vitamina E, selênio, zinco entre outros) e os fitoquímicos (são 5 mil tipos diferentes de compostos bioativos das frutas e vegetais que funcionam como “remedinhos e protetores naturais”).

Cada cor do alimento significa uma combinação destas substâncias protetoras. Logo, a alimentação saudável é rica em alimentos naturais, como frutas, vegetais e chás, coloridos e variados. Vejamos pela sua cor:

1) Vermelho: ricos em licopeno, como o tomate e melancia;

2) Vermelho e roxo: ricos em antocianinas e polifenóis, como uvas, ameixas, vinho tinto, berries;

3) Alaranjados: ricos em carotenoides, como cenouras, mangas e abóbora;

4) Vegetais e frutas alaranjadas e amareladas: ricos em beta-criptoxantina, vitamina C e flavonoides, como melão, laranja, pêssego, mamão;

5) Amarelos e verde: ricos em luteína e zeaxantina, como espinafre, abacate, melão, couve e nabo;

6) Verdes: ricos em sulforafanos e índoles, como repolho, brócolis, couve–flor, couve flor de Bruxelas;

7) Brancas e verdes: ricos em sulfetos alicíclicos, como cebola, alho, cebolinha;

Por outro lado, alimentos e comportamentos não saudáveis podem causar agressões em nosso corpo que, ao longo dos anos, acabam ativando as células cancerígenas e promovendo o aparecimento do câncer. Dentre as combinações contraindicadas, podem ser destacadas:

A obesidade e alta ingestão de carboidratos simples, como açúcar e os produtos feitos de farinha (pão, bolo, biscoito, macarrão, refrigerantes, bebidas açucaradas, entre outros.), aumentam a resistência insulínica e a quantidade de insulina circulante. Como consequência, há um aumento nos níveis do fator de crescimento semelhante a insulina (IGF-1), composto potencialmente cancerígeno;

O consumo de álcool também está associado a um maior risco para câncer. A ingestão de dois a três drinques diários já aumenta o risco em comparação a quem não bebe;

Nitratos utilizados para conservar carnes processadas como cachorro quente, salames, presuntos, peito de peru são cancerígenos já conhecidos.

Importante

Os pesticidas naturais que as plantas produzem contra fungos, a exemplo das micotoxinas secundárias, o famoso bolor dos alimentos, e das aflatoxinas encontradas em amendoins mofados também são perigosos. Por isso, evite comer amendoins, pasta de amendoim ou paçoquinhas de origem duvidosa pois na prática, não vemos o mofo.

Assar a carne aberta em altas temperaturas (o que faz aquela capinha queimada crocante do nosso churrasco) pode formar hidrocarbonos aromáticos policíclicos (HAP) que estão relacionados ao câncer. Assar no forno ou fritar normalmente não produz tanto HAP em relação a assar na brasa. Quanto maior a quantidade de gordura, maior a formação de HAP, portanto, carne vermelha forma mais HAP que frango, por exemplo.

O segredo para uma vida-longa e com saúde está na alimentação natural, colorida e variada, no estilo de vida saudável e ativo, no gerenciamento do estresse, mas tudo com equilíbrio, bom senso e sem radicalismos.

COMO O CÂNCER DE PRÓSTATA SE MANIFESTA?

Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas, mas quando ele traz, os sinais mais comuns são:

•Dificuldade para urinar

•Demora em começar ou terminar de urinar;

•Presença de sangue na urina;

•Redução do jato da urina;

•Aumento da quantidade de vezes que urina, de dia ou de noite.

Se você tem algum desses sintomas, fique alerta e procure imediatamente um médico.

Drª. Manoela Oliveira de Souza é Médica do Trabalho com pós graduação em Envelhecimento Saudável. Apaixonada pelo poder dos alimentos e dos bons hábitos, ajuda pessoas a prevenirem doenças através da Nutrologia, emagrecimento e estilo de vida saudável.

FONTE: A Tarde

Saiba quando a cirurgia plástica pós-bariátrica é indicada

Entenda como funciona o procedimento

O número de indivíduos com obesidade vem aumentando a cada dia e, com isso, a quantidade de pacientes que procuram pela cirurgia bariátrica para perder peso também aumenta. Para se ter uma ideia, o número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil aumentou cerca de 47% entre 2012 e 2017, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

De acordo com a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, após uma grande perda de peso, pode surgir um excesso de pele em alguns locais do corpo, como abdômen, braços, pernas, seios e nádegas, que causa grande incômodo para os pacientes. “Além da questão estética, a pele que foi esticada pelo excesso de gordura e não voltou a contrair totalmente após o emagrecimento, pode levar a complicações, como dificuldade na movimentação e umidade nas dobras de pele que predispõe a infecções por fungos por exemplo”, explica a médica. Nestes casos, é indicada a cirurgia reparadora, conhecida por muitos como cirurgia plástica pós-bariátrica.

Realizada sob anestesia geral, a cirurgia reparadora visa a retirada do excesso de pele e a devolução do contorno corporal através de uma série de procedimentos que dificilmente são realizados em uma única etapa cirúrgica, pois o risco cirúrgico aumenta quanto maior for o tempo e tamanho da cirurgia. “A cirurgia reparadora pode incluir procedimentos como abdominoplastia ou dermolipectomia abdominal, que retira o excesso de pele do abdômen, lifting facial, que remove a flacidez do rosto, mamoplastia, que visa reposicionar as mamas e pode ser combinada com a colocação de próteses de silicone, torsoplastia, que consiste na remoção do excesso de pele do dorso, dermolipectomia de coxas e braquioplastia, para retirar excesso de pele de braços”, destaca a médica. O resultado é visível quase imediatamente após o procedimento.

Mas, segundo a especialista, antes de recorrer ao cirurgião plástico é preciso retornar à equipe que realizou sua cirurgia bariátrica para verificar se você está apto a passar pelo procedimento, a fim de evitar complicações. “Os pré-requisitos para a realização da cirurgia reparadora incluem estar com o peso estabilizado há ao menos 6 meses para evitar que haja variação do peso após a cirurgia, o que pode comprometer o resultado, e evitar variações individuais do ponto de vista nutricional e psicológico, pois o mais importante é a saúde do paciente”, completa.

Entre os riscos da cirurgia reparadora estão complicações como o aparecimento de seromas, hematomas, infecções e embolia. Mas é possível evitar estes problemas através de alguns cuidados, como avaliação clínica pré operatória adequada, parar de fumar pelo menos um mês antes da cirurgia, evitar medicamentos anticoagulantes para diminuir o risco de sangramento durante o procedimento e utilizar medidas anti trombose durante a cirurgia. “Após a cirurgia, o tempo de internação é de cerca de um dia, mas caminhar e movimentar-se o mais breve possível é vital para diminuir risco de trombose pulmonar. Podem ser necessários drenos nos locais operados para evitar hematomas e ceromas (acúmulos de líquido no local operado) e também o uso de bandagem elástica para minimizar o inchaço e sustentar os novos contornos à medida que cicatrizam”, afirma a cirurgiã.

Além disso, após receber alta, é necessário resguardo por um período de 15 dias a um mês. Durante esse tempo é importante que você não fume ou consuma álcool e evite carregar peso ou realizar exercícios físicos. “É essencial também que, após o pós-operatório, você adote uma alimentação saudável, pratique atividade física regularmente e cuide bem da pele para manter os resultados alcançados com a cirurgia plástica”, recomenda a Dra. Beatriz Lassance. “Porém o mais importante é que você consulte um profissional especializado antes de realizar qualquer procedimento e siga as recomendações dele após a cirurgia.”

FONTE: noticiasaominuto

Brasil tem mais de 2,5 mil casos de sarampo confirmados

Segundo o Ministério da Saúde, outros 7.661 registros estão em investigação nos estados de Amazonas e Roraima

Mais 7.611 casos estão em investigação no Amazonas, assim como outros 50 em Roraima - Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde


Balanço divulgado nesta quarta-feira (31) mostra um total de 2.564 casos de sarampo confirmados em todo o território nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, 2.126 registros ocorreram no Amazonas e outros 345 em Roraima. Todos estão relacionados à importação do vírus D8, que circula na Venezuela e provocou um surto da doença que teve início em 2017.

Nos dois estados, o aumento de casos registrados deve-se à confirmação de notificações de semanas anteriores, que ainda estavam em investigação. 

Portanto, não são novos registros. Em Roraima, a maior concentração de casos se deu entre fevereiro e abril deste ano. Já no Amazonas, a queda começa no início de agosto. De acordo com o ministério, mais 7.611 casos estão em investigação no Amazonas e outros 50 em Roraima. 

Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19); Rio Grande do Sul (43); Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Distrito Federal (1) e Sergipe (4). Até o momento, no Brasil, foram confirmados 14 óbitos por sarampo, sendo quatro óbitos no estado de Roraima e 8 no Amazonas.

FONTE: Ministério da Saúde

 

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