Planos de saúde para idosos: o que fazer quando o reajuste é muito alto

A melhor idade também é uma das que mais exigem cuidado com a saúde, fazendo com que as visitas ao médico sejam cada vez mais frequentes. É também a época que os planos de saúde sofrem os reajustes mais altos e muitos beneficiários acabam optando pelo cancelamento.

A melhor idade também é uma das que mais exigem cuidado com a saúde, fazendo com que as visitas ao médico sejam cada vez mais frequentes. É também a época que os planos de saúde sofrem os reajustes mais altos e muitos beneficiários acabam optando pelo cancelamento.

Sabendo que os planos de saúde para idosos é a melhor forma de manter um acompanhamento médico nessa idade, separamos algumas dicas em parceria com a Zelas Saúde para você baratear os custos com o seu convênio médico.

Tipos de reajuste

Basicamente, as operadoras podem aplicar 3 tipos de reajuste:

Anual: aplicado sempre na data de aniversário do seu contrato e definido de acordo com o índice de Variação dos Custos Médicos e Hospitalares.

Faixa etária: existem 10 faixas etárias e quando você migra de uma para a outra o reajuste é aplicado. Fique atento, pois após 59 anos este reajuste não pode mais ser cobrado.

Sinistralidade: reajuste aplicado quando a utilização do plano excede o que é esperado pela operadora. 

Sendo assim, os planos costumam ficar com valores bem elevados após a faixa etária de 59 anos, sendo que ainda será aplicado o reajuste anual, o que pode ficar impraticável para alguns beneficiários. Contudo, você não precisa abdicar deste conforto logo agora que você mais precisa.

Considere trocar de operadora

Caso os reajustes aplicados tenham deixado o seu plano de saúde com um valor muito alto, existem outras opções no mercado. Procure por operadoras especializadas em medicina do idoso, já que oferecem atendimento especializado e preços mais em conta.

Para quem mora em São Paulo, a Prevent Senior pode ser uma boa opção. Uma das pioneiras em planos de saúde para o adulto+, a operadora oferece uma rede credenciada própria com os hospitais Sancta Maggiore e centros de tratamento especializados em saúde do idoso.

Não esqueça de procurar por opções que oferecem Medicina Preventiva, o que além de prevenir doenças, garante melhor qualidade de vida nessa idade. Se você tem medo de trocar de plano e cumprir novamente a carência, saiba que existem regras de portabilidade ou abatimento que garantem essa mobilidade. 

Outras formas de economizar

Se ainda assim você não quer abrir mão do seu plano atual, existem algumas modificações que você pode fazer para baratear os custos.

Acomodação

Existem dois tipos de acomodação, enfermaria e apartamento, sendo que a primeira é compartilhada e a segunda individual. Geralmente, as acomodações do tipo apartamento deixam o valor dos planos mais caros. Se isso não é imprescindível para você, considere mudar para enfermaria e ter uma redução nos custos.

Coparticipação

Com a opção de coparticipação, você paga mensalidades mais baratas e um valor por cada procedimento que realizar, geralmente um preço fixo ou uma porcentagem. A coparticipação não é indicada se você utiliza o seu plano com muita frequência, avalie qual é o seu caso e decida se esta é uma opção viável para você.

Rede credenciada

Faça uma avaliação de quais hospitais da sua rede credenciada você realmente utiliza. Se observar que frequenta apenas os mais próximos ou alguns em específico, é possível trocar de plano dentro da mesma operadora e sem carência por opções com rede de hospitais mais enxuta, e consequentemente mais baratas.

Quero contratar pela primeira vez

Caso você nunca tenha tido um plano de saúde, mas sentiu a necessidade de contratar nessa fase da sua vida, essas dicas de como economizar também servem para você. Fique atento às regras de carência, principalmente se você já tem conhecimento de alguma doença.

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, esse é o período máximo que os beneficiários devem esperar para utilizar os serviços do plano contratado:

24 horas: urgência e emergência;

180 dias: consultas, exames e internações;

300 dias: parto

24 meses: doença preexistente

Segundo as regras estabelecidas pela ANS, se no momento da contratação você tem conhecimento de alguma doença, todos os procedimentos relacionados à ela só serão liberados 2 anos após a contratação. Os demais exames e procedimentos já podem ser utilizados após o cumprimento da carência padrão.

Planos de saúde para idosos valem a pena

O preço pode assustar à princípio, ainda mais quando pensamos que alguns serviços podem ser restritos devido à carência para doenças preexistentes. Ainda assim, depender do SUS em uma idade mais delicada na qual a rapidez de atendimento pode fazer toda a diferença pode não ser a melhor escolha.

Verifique as opções de produtos no mercado, atualmente existem operadoras cujo maior objetivo é baratear os custos para este público em específico. Além disso, a sua escolha de funcionalidades do plano também podem deixar o plano de saúde mais acessível.

Apesar de parecer caro, os planos de saúde para idosos realmente valem a pena, já que nessa idade prevenir é sempre o melhor remédio. Avalie bem as opções que você tem e decida qual delas atende melhor às suas necessidades.

FONTE: Jornal de Brasília

12 obrigações do seu plano de saúde que talvez você não saiba

Confira uma lista de direitos que você tem enquanto cliente dos planos de saúde. Itens englobam desde carência máxima, transplantes a cirurgia ocular

As contratações de plano de saúde podem ser bastante complexas e é muito comum esquecer-se de ler as entrelinhas do nosso contrato. Sendo assim, acabamos esquecendo quais são as obrigações que as operadoras têm com seus beneficiários.

Por isso, em parceria com a Zelas Saúde, nós elaboramos uma lista para que você fique por dentro de quais são os seus direitos como cliente.

1 - Carência máxima

Os planos de saúde têm por obrigação seguir os prazos máximos de carência estipulados pela ANS, sendo que só podem estabelecer prazos menores, nunca maiores. Além disso, não pode haver recontagem de carência nos planos, uma vez que a carência foi cumprida, para qualquer que seja o procedimento, você terá pleno direito à utilização.

Fique atento aos prazos máximos estabelecidos pela ANS:

•Urgência e emergência - 24 horas

•Consultas, exames e internações - 180 dias

•Parto - 300 dias

•Doenças preexistentes - 24 meses

2 - Reembolsos obrigatórios

A opção de reembolso para consultas fora da rede credenciada deve ser previamente definida em contrato e nem todos os planos oferecem este benefício. Contudo, existem situações no qual o reembolso é obrigatório, sendo elas:

•Estar em uma localidade sem rede credenciada pelo seu plano e precisar do serviço;

•Situações de urgência sem risco de morte;

•Urgência e emergência com risco de morte ou lesões irreparáveis;

•Complicações gestacionais.

Caso passe por alguma dessas situações e necessite ser atendido em um local que não está na rede de cobertura do seu plano, é possível posteriormente entrar com uma solicitação de reembolso. Nos demais casos, como consultas eletivas, o reembolso só será pago caso isso esteja determinado no seu contrato.

3 - Valores de coparticipação

A coparticipação é um recurso muito utilizado para baratear os custos dos planos, diminuindo o valor da mensalidade e fazendo com que o beneficiário pague por uma porcentagem do valor de consultas e demais procedimentos. Contudo, fique atento, pois os planos de saúde não podem cobrar o valor total do procedimento.

Sendo assim, saiba qual tipo de coparticipação está no seu contrato, se é uma porcentagem do preço ou um valor fixo por item. Caso perceba que valores integrais estão sendo cobrados, entre em contato com a ANS ou algum serviço de atendimento ao consumidor.

4 - Limitação dos serviços

Sua operadora não pode limitar o número de consultas, exames e internações que você pode fazer por ano. Todos os serviços que possuem utilização limitada como, por exemplo, consultas com psicólogos e nutricionistas, devem estar discriminadas em seu contrato, indicando qual é o limite máximo por ano.

5 - Situações de urgência e emergência

Em situações de urgência e emergência - que incluem dores extremas, risco de morte e lesão grave ou irreparável - os serviços do seu plano de saúde estão liberados apenas 24 horas após a contratação. Sendo assim, em hipótese alguma a sua operadora pode negar ou dificultar atendimento nesses casos. 

6 - Cobertura de outros profissionais da saúde

Talvez não seja de conhecimento geral, mas o seu convênio médico é obrigado a cobrir consultas com outros profissionais da saúde como, por exemplo, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais. Contudo, é preciso ficar atento, pois geralmente estes são serviços que possuem limite de utilização por ano.

7 - Planejamento familiar

Segundo a Resolução Normativa nº 387, que está em vigor desde o ano de 2016, os planos de saúde são obrigados a oferecer aconselhamento, consultas e atividades educacionais relacionadas ao planejamento familiar. Além disso, os seguintes procedimentos também são obrigatórios:

•DIU hormonal, incluso o dispositivo;

•DIU não hormonal, incluso o dispositivo;

•Vasectomia;

•Laqueadura.

8 - Tratamento para AIDS e Câncer

A cobertura para os procedimentos relacionados à doenças como câncer e AIDS, é obrigatória dentro das limitações de cada plano. Porém, se o seu convênio possui uma cobertura completa, você terá acesso normalmente a todos os procedimentos. 

Contudo, se você já adquiriu o plano tendo o diagnóstico, será classificado como uma doença preexistente. Assim, terá que passar por um período de 2 anos até poder realizar procedimentos relacionados à doença.

9- Quimioterapia, radioterapia e transfusões

Todos os planos devem oferecer cobertura ilimitada para procedimentos de quimioterapia, radioterapia e transfusões. Caso o seu plano de saúde se negue à oferecer qualquer um desses serviços, você pode entrar em contato com algum órgão de direito ao consumidor ou com a própria Agência Nacional de Saúde Suplementar.

10 - Transplantes

A ANS estabelece que três tipos de transplantes devem ser obrigatoriamente cobertos pelos planos de saúde, sendo eles o de rim, córnea e medula autólogo (realizado com a medula do próprio paciente). Além disso, o convênio médico têm a obrigação de arcar com os custos de doadores vivos.

11- Transtornos psiquiátricos

O seu plano de saúde deve oferecer cobertura para todos os procedimentos listados na Classificação Internacional de Doenças (CID), sendo alguns deles a ansiedade, depressão, déficit de atenção e efeitos relacionados à abstinência de álcool ou drogas. Nestes casos, as consultas e internações psiquiátricas não devem ter limite de utilização.

12 - Cirurgia refrativa

A cobertura de cirurgia para correção de distúrbios visuais é obrigatória, porém o paciente deve atender os seguintes critérios:

•Idade igual ou superior à 18 anos;

•Grau estabilizado por pelo menos 1 ano;

•Miopia entre 5 e 10 graus e caso tenha astigmatismo associado, este deve ser de até 4 graus;

•Hipermetropia de até 6 graus e caso tenha astigmatismo associado, este deve ser de até 4 graus.

Saber quais serviços você tem acesso garante uma utilização mais completa do seu convênio médico. Para que você saiba todos os pontos que precisa se atentar na contratação do seu plano de saúde, a Zelas Saúde possui um checklist completo. Não deixe de conferir!

FONTE: Folha Pernambuco

Os planos de saúde voltam a atacar

Projeto que deve ser levado ao ministro da Saúde facilita os reajustes por faixa etária e derruba os prazos máximos de espera, entre outras medidas

Está no forno de um consórcio das grandes operadoras de planos de saúde um projeto destinado a mudar as leis que desde 1998 regulamentam esse mercado. Chama-se “Mundo Novo”, tem 89 artigos e está trancado numa sala de um escritório de advocacia de São Paulo. O plano é levá-lo para o escurinho de Brasília, deixando-o com o ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, e com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. Ambos ajudariam o debate se divulgassem o “Mundo Novo” no dia em que chegasse às suas mesas, destampando-lhe a origem.

É a peça dos sonhos das operadoras. O projeto facilita os reajustes por faixa etária, derruba os prazos máximos de espera, desidrata a Agência Nacional de Saúde Suplementar e passa muitas de suas atribuições para um colegiado político, o Conselho de Saúde Suplementar (Consu), composto por ministros e funcionários demissíveis ad nutum.

Irá para o Consu a prerrogativa de decidir os reajustes de planos individuais e familiares, baseando-se em notas técnicas das operadoras (artigos 85 e 46) e não nos critérios da ANS. Cria a girafa do reajuste extraordinário, quando as contas das operadoras estiverem desequilibradas. Uma festa.

A ANS perderá também o poder de definir o rol de procedimentos obrigatórios que as operadoras devem oferecer. Essa atribuição passa para o Consu, que não tem equipe técnica, mas pode ter amigos. Desossada, a ANS perderá também o poder de mediação entre os consumidores e as operadoras. (Tudo isso no artigo 85.)<SW>

Há uma gracinha no artigo 43. Ele determina que os hospitais públicos comuniquem “imediatamente” às operadoras qualquer atendimento prestado a seus clientes para um eventual ressarcimento ao SUS. Exigir isso de uma rede pública que não atende os doentes de seus corredores é uma esperteza para não querer pagar à Viúva o que lhe é devido.

O melhor momento do projeto “Mundo Novo” está no artigo 71. Hoje, se uma pessoa quebrar a perna e não for atendida, a operadora é multada. Feita a mudança, só serão punidas “infrações de natureza coletiva”. Por exemplo, se a empresa tiver deixado de atender cem clientes com pernas quebradas. As operadoras finalmente realizarão seu sonho, criando um teto para a cobrança de multas. Elas nunca poderão passar de R$ 1,5 milhão. Com isso, estimula-se a delinquência.

Fonte: Trecho do editorial de Elio Gaspari para O Globo

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