SulAmérica pode voltar seu foco para o lucrativo setor de saúde

Proposta feita pela Allianz gera expectativa de que empresa foque em crescer no segmento de saúde.

SA seguradora SulAmérica viu suas units (SULA11) subirem 4,2% nesta terça-feira com a notícia de que a companhia recebeu uma oferta da alemã Allianz para a aquisição de sua operação de automóveis e ramos elementares.

Investidores reagiram bem à notícia em parte, obviamente, por conta do ganho que o negócio pode trazer — analistas estimam que a Allianz deve desembolsar entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Mas há uma outra conclusão que também anima o mercado: a de que, com essa venda, a SulAmérica vai se focar no lucrativo segmento de saúde.

O movimento é aguardado há anos. Começou em 2015, quando a empresa vendeu alguns de seus ativos, e se intensificou no ano passado, com a notícia de que a empresa havia colocado à venda suas operações de vida, previdência e capitalização. Em maio deste ano o negócio de capitalização foi vendido para a Icatu Seguros por R$ 183 milhões.

“A empresa não disse abertamente que pretende focar em saúde, mas todos os movimentos parecem apontar nessa direção”, afirma André Martins, analista da XP Investimentos.

Em relatório, analistas do Bradesco afirmam que a venda da operação de automóveis pode ser um divisor de águas para a SulAmérica. “Além de permitir que a empresa aumente seus investimentos e concentre-se em seus negócios de saúde de maior retorno, a venda também poderia permitir uma reclassificação nos múltiplos das ações”, afirmam em relatório.

Os analistas do banco estimam que, com a venda, as ações da SulAmérica poderiam sair do atual múltiplo de negociação de 14 vezes o seu lucro para uma negociação acima de 30 vezes o lucro. Seria um patamar similar ao de outras operadoras com o foco 100% em saúde, que tem despertado a atenção dos investidores. A Hapvida atualmente é negociada em bolsa a 32,8 vezes o seu lucro e a Intermédica a 53 vezes, segundo dados da consultoria Economática.

“Intermédica e Hapvida são operadoras verticalizadas, que, por terem uma rede própria de hospitais e laboratórios, conseguem ser mais rentáveis. A SulAmérica precisa pagar toda a rede mas, por estar focada no segmento mais alta renda, ela tem diferenciais importantes, que tonarm o negócio único”, afirma Martins.

O momento econômico também é propício para a SulAmérica focar em saúde. A retomada do emprego deve ajudar no crescimento dos planos de saúde corporativos, que representam 70% do total de vidas seguradas pela empresa.

“Nos últimos anos a SulAmérica investiu em mais de 30 iniciativas de controle de sinistros, para reduzir custos e frequência e melhorar sua rentabilidade. Ela está extremamente bem posicionada para a melhora da economia”, afirma Martins.

FONTE: InfoMoney

Planos de saúde perdem clientes

Segundo especialistas em Direito do Consumidor, é preciso atenção antes de fechar contrato na nova modalidade

A crise econômica que deixou milhões de desempregados no Brasil reduziu o número de usuários de planos de saúde - de 50,45 milhões, em dezembro de 2014, para 47 milhões, em março deste ano. Nesse contexto, os cartões de desconto surgiram como uma alternativa para ter acesso a serviços de saúde por preços mais acessíveis. Com mensalidades a partir de R$ 20,00, para usuários individuais e famílias, prometem até 80% de abatimento no valor de consultas, exames e procedimentos médicos.

Cresce o número de usuários do serviços e também se multiplicam as reclamações. Entre as queixas estão a dificuldade de cancelar o contrato, o número reduzido de profissionais credenciados e o valor final da conta dos atendimentos. É que sobre o preço anunciado da consulta, dizem os consumidores, são aplicadas taxas, que podem quadruplicar o total a ser pago. Num atendimento com psiquiatra, por exemplo, a consulta custa R$ 28,00, mas a título de terapia são cobrados mais R$ 100,00.

Por não ser um plano de saúde, ressalta a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os cartões não são regulamentados pelo órgão. Portanto, continua, "não oferecem garantias como o atendimento aos procedimentos previstos pelo Rol de Procedimentos da ANS, prazos máximos de atendimento ou acesso ilimitado".

A dona de casa Adriana Oliveira, de 34 anos, queixa-se de dificuldades para cancelar o Cartão de Todos - empresa líder do setor, com 2,5 milhões de inscritos e cerca de dez milhões de beneficiários, incluindo dependentes. "Quando li sobre o cartão, fiquei interessada e me cadastrei. Após o pagamento, fui informada que deveria buscar o cartão presencialmente. Era tanta desorganização sobre o local de retirada que decidi cancelar, ainda no prazo de arrependimento, de sete dias. Mas não queriam fazer o estorno e alegaram que eu teria de levar o comprovante do cancelamento para assinar na loja."

Segundo especialistas em Direito do Consumidor, é preciso atenção antes de contratar o serviço. "No fundo, ainda se trata de iniciativas para fugir das exigências legais e vender serviços de saúde segmentados, que ficam no limbo entre o SUS e os planos de saúde. Estes cartões são serviços mais baratos que um plano, mas menos completos. Podem ser úteis em situações pontuais, mas para exames e procedimentos de alta complexidade, de custo elevado, o consumidor tem que recorrer ao SUS ou é obrigado fazer desembolsos vultosos", destaca Ana Carolina Navarrete, pesquisadora em Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Rodrigo Miliante, gestor da Rede Saúde Total - que saiu de 435.300 associados no fim de 2014 para 865 mil em 2018 - diz que, de fato, o serviço não se caracteriza como um plano de saúde. "É um produto para pessoas sem condições financeiras de arcar com os custos de um plano de saúde terem acesso a médicos particulares e não dependerem do SUS."

 Entenda como funciona

Não é plano de saúde

Cartão de desconto não é plano de saúde e, por isso, não é regulado pela ANS. Isso quer dizer que não há garantias de atendimento ao Rol de Procedimentos da ANS, prazos máximos de atendimento ou acesso ilimitado.

Atendimento

Os serviços oferecidos, usualmente, pelos cartões de descontos são consultas e exames. Ou seja, para atendimentos de emergência, internações hospitalares e procedimentos alta complexidade, o consumidor terá que recorrer ao SUS ou arcar integralmente com o custo.

Diferença de preço

Em caso de cobrança de preços de consultas ou procedimentos diferentes daqueles informados pela empresa, o consumidor deve recorrer ao Procon, pois isso pode caracterizar publicidade enganosa. Recomenda-se guardar folhetos e publicidade.

Cancelamento

A cobrança de multas para cancelamento só pode ser feita se no contrato foi estabelecido um tempo mínimo de permanência. Esse período de fidelidade deve ser claramente informado.

Serviço mal prestado

Em caso de cancelamento por má prestação do serviço, não se pode cobrar multa e nem exigir o cumprimento do tempo mínimo de permanência.

FONTE: Jornal do Comércio

Mantida multa aplicada a operadora por reajuste excessivo de plano de saúde

A Justiça Federal do Tocantins negou pedido para anular multa de R$ 18 mil aplicada à Unimed Gurupi (TO) por reajuste excessivo de plano de saúde. Segundo a decisão, o plano de saúde não conseguiu comprovar a inexistência da irregularidade que resultou no auto de infração aplicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A atuação ocorreu após cliente da operadora em Gurupi, no Tocantins, encaminhar denúncia à ANS informando que em 2016 seu plano de saúde foi reajustado em 80%. Após processo administrativo, a agência reguladora confirmou o aumento abusivo e aplicou a multa de R$ 18 mil.

Inconformada, a empresa acionou a Justiça pedindo a anulação da penalidade. Segundo a operadora, o caso envolve um plano coletivo por adesão firmado com uma associação. O contrato teria sido rescindido por inadimplência, porém a associação continuou repassando os valores aos consumidores, inclusive com reajustes.

Em contestação, a Advocacia-Geral da União juntou cópia do processo administrativo, que concluiu que a operadora não conseguiu comprovar que o reajuste não foi aplicado por ela, tampouco a rescisão contratual com a associação.

Ao negar o pedido da operadora, o juiz Eduardo de Assis Ribeiro Filho, da Vara Federal de Gurupi, acolheu integralmente os argumentos da AGU. "O auto de infração constitui-se em ato administrativo dotado de presunção 'juris tantum' de legitimidade e veracidade. Assim, somente mediante prova inequívoca da inexistência dos fatos descritos no auto de infração, os quais se amoldam à conduta descrita 'in abstrato' na norma, autorizam a desconstituição da autuação. No caso, a parte autora não se desincumbiu do ônus da prova provando os fatos constitutivos do seu direito", afirmou. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.

Clique aqui para ler a decisão.

1000167-97.2018.4.01.4302

FONTE: Conjur

Contato



Av. Paulista, 1.765 - 7º andar - cj. 71
Bela Vista - São Paulo - SP
CEP 01311-200
Tel: (11) 2348 5127 - (11) 94900 9364


Copyright (c) Sinhorini Advogados 2014. Todos os direitos reservados.