Cooperativas que vendem Seguros para Veículos: Conheça os Riscos ao Contratar e os seus direitos!

Como uma alternativa para proteger seus veículos, alguns proprietários de carros, motos e caminhões têm optado pelas cooperativas e/ou associações, pois muitas vezes, estes clientes não conseguem aceitação ou preço acessível para seus veículos nas seguradoras.

Desta forma, tem-se popularizado no Brasil a comercialização de um pacote de serviços denominado “Proteção Veicular”. Tais serviços têm sido oferecidos e adquiridos como substitutos mais baratos dos seguros automotivos. Como consequência de tal movimento, o que se tem visto não é outro resultado que não um grande número de pessoas lesadas.

O que são essas cooperativas?

Funcionam como um conjunto de associados que criam um fundo monetário para cobrir algum tipo de sinistro, mas sem todas as garantias que uma seguradora oferece. Basicamente, eles propõem uma proteção veicular com indenização em caso de uma eventual necessidade.

As cooperativas atraem muitos clientes por oferecerem preços mais competitivos e a promessa de ter o mesmo serviço que uma seguradora. Com valor até 70% mais barato, as cooperativas de seguro oferecem proteção em caso de roubo, furto, acidente ou colisão. Nada mais natural, afinal, os consumidores estão sempre em busca de uma boa economia, certo?

Normalmente, os participantes pagam uma taxa mensal que é usada para segurar e reparar os veículos dos outros associados em caso de necessidade. Entretanto, como você deve imaginar, nem sempre essa conta fecha. E sabe o que acontece quando a conta não fecha, ou seja, quando o % de sinistro é maior que a receita ou caixa da cooperativa? Você não é indenizado!

Desta forma, entre os vários problemas enfrentados por aqueles que optam por esta modalidade, estão o fato de ela não oferecer qualquer tipo de garantia, fiscalização ou regulamentação por parte da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), principal órgão e responsável pela autorização, controle e fiscalização dos mercados de seguros no Brasil.

Segundo a Susep, as cooperativas e associações que ofertam proteção fazem isso de forma ilegal, pois não têm autorização para negociar um seguro. Mesmo comercializando como “proteção veicular”, o negócio não é visto com bons olhos pela fiscalização.

Entretanto, o Código de Defesa do Consumidor e o judiciário protegem esses beneficiários em caso de desrespeito pelos seus direitos.

Outrossim, as cooperativas não oferecem todas as garantias necessárias para que você fique, de fato, seguro. Em casos de sinistro, roubos ou acidentes, por exemplo, pode ser que a proteção contratada não tenha consistência necessária para oferecer todas as coberturas que você precisa, agindo ilegalmente e prejudicando o consumidor.

Enquanto uma seguradora se responsabiliza por reembolsar tudo em até 30 dias, no caso de uma cooperativa pode ser que você tenha que esperar ainda mais tempo, chegando, inclusive, a não receber a indenização, em muitos casos.

Caso você esteja sofrendo algum tipo de abuso pelas cooperativas entre em contato com um advogado especialista em direito do consumidor e faça valer os seus direitos!

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