Projeto de tratamento humanizado e atenção ao parto do Sistema Único de Saúde

Tratamento humanizado e atenção especial ao parto atráves do SUS, é o que propõe a Rede Cegonha, idealizada pelo Ministério da Saúde, um esforço, que irá completar 10 anos em 2021, e que cada vez mais recebe incentivos do Governo Federal.

“A Rede Cegonha é a principal estratégia do país para qualificação da assistência materno infantil. Ela está prestes a completar dez anos e, ao longo desse período, já foram realizados investimentos da ordem de R$ 188,5 milhões”, enuncia Janini Gerani, coordenadora da Saúde da Criança do Ministério da Saúde.

A Rede Cegonha propõe a melhoria do atendimento na rede pública de saúde às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto e também oferece atendimento ao recém-nascido e às crianças de até 2 anos de idade. O programa concede, ainda, orientações sobre o planejamento familiar. Um dos objetivos é reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, homens, jovens e adolescentes.

A Rede Cegonha bebeu bastante dos princípios da humanização e preconiza que mulheres e recém-nascidos tenham direito à ampliação de acesso, ao acolhimento, à melhoria da qualidade no pré-natal, ao transporte seguro às consultas de pré-natal e também para o parto”, elabora Gerani.

O Brasil conta atualmente com 270 serviços hospitalares cadastrados na Rede Cegonha por todo o país. Dispondo de 198 Centros de Referência à Gestação de Alto Risco, 40 Centros de Parto Normal e 32 Casas de Gestante, Bebê e Puérpera, bem como 222 bancos de leite materno.

“A implementação e a expansão da Rede Cegonha obedece a critérios epidemiológicos, critérios técnicos. E os principais indicadores para a expansão da rede estão relacionados à mortalidade infantil e à razão de morte materna, além da densidade populacional”, continua a coordenadora da Saúde da Criança do Ministério da Saúde.

Janini Gerani anuncia, ainda, que novos investimentos serão feitos no programa.

“Em 2020, está previsto um grande investimento para renovação de parque tecnológico das maternidades, inclusive, também, dos bancos de leite humano, além de reforma das unidades de UTI neonatal. Ao todo, vão ser 175 bancos de leite, dos 222 que a gente dispõe na rede, com novos equipamentos, além da criação de cinco novos bancos de leite humano. Além disso, 19 centros do método canguru também serão reformados. O investimento total para esses serviços é da ordem de R$ 21,8 milhões ”, explica.

Para que os serviços da Rede Cegonha sejam habilitados, os gestores locais precisam realizar a solicitação dos serviços hospitalares com todos os documentos necessários no Sistema de Apoio à Implementação de Políticas de Saúde (SAIPS). A solicitação passa ainda por um processo de avaliação, e se aprovada, será publicada por meio de portaria pelo Ministério da Saúde.

“É uma rede muito cara e muito potente que tem muito a crescer; e segue sendo, aí, uma grande esperança para a gente reduzir a mortalidade infantil, reduzir a mortalidade materna e alcançar também os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, finaliza a coordenadora do Ministério da Saúde.

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