Tratamento para enxaqueca deve ser coberto pelo plano de saúde.

Figura de destaque entre causas de incapacidade entre pessoas abaixo dos 50 anos, e relevante membro das 20 doenças mais incapacitantes do mundo, a enxaqueca atormenta milhares de brasileiros.

Alice Flore, psicóloga, sofre da condição há mais de trinta anos.
“Eu me lembro direitinho da primeira crise, aos 30 anos de idade. Depois disso, bastava um momento mais estressante ou até alguma escorregada na alimentação que eu ficava dias sem conseguir levantar da cama. Qualquer barulho, mesmo o som da pisada dos passos do meu marido no corredor, ou a luz clarinha que vinha da janela me incomodavam a ponto de parecer que tinha uma faca entrando no meu olho. A dor segue me encontrando de tempos e tempos, sempre do lado direito”, relata.

Conforme explica o dr. Mario Peres, médico neurologista e presidente da Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca (Abraces):
“A enxaqueca crônica interfere muito na qualidade de vida dos que dela sofrem, não só na perda da sua capacidade de trabalho, mas também na sua  vida social, familiar”.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o problema afeta predominantemente o sexo feminino, e além da dor vem acompanhada de náuseas, sensibilidade a luz e barulhos, além de vômitos. Pode estar associada a depressão e ansiedade, e se trata de uma alteração dos neurônios que provoca esta hipersensibilidade no cérebro, inflamando os vasos sanguíneos e gerando as fortes dores.

O paciente que procura tratamento encontrará diversos tipos, como medicamentos e mudança de hábitos, como alimentação e atividades físicas, bem como o controle dos aspectos emocionais que desencadeiam crises.

Procurar um neurologista é o primeiro passo, que poderá recomentar medicamentos para prevenção da enxaqueca por via oral ou injetável, que atuam no sistema nervoso e intentam inibir o sistema supressor da dor. Assim, o corpo responde com menor intensidade quando a crise ocorre, evitando que drogas consideravelmente mais fortes sejam necessárias para controlar uma crise em curso.

A enxaqueca crônica não possui cura, portanto a prevenção e acesso ao tratamento médico é fundamental, e com a abertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar novas oportunidades aparecem. A ANS pondera sobre a inserção de tratamentos preventivos no rol de coberturas dos planos de saúde, aceitando opiniões da população a respeito destes tratamentos.

O direito a qualidade de vida e acesso a tratamento deve ser assegurado ao cidadão, portanto, sempre procure seus direitos perante a justiça ao se deparar com as diversas injustiças que frequentemente são praticadas por operadoras de planos de saúde.

Fonte: Saúde Abril

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